A Felicidade de uma Mente Livre

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Onde está a Cura



Há vários anos atendendo em clínica médica, observo o quanto os pensamentos, as crenças e os padrões mentais criam realmente as doenças no nível físico. Além de psicóloga, tenho formação em homeopatia, tendo feito um curso de 4 anos sob um ponto de vista totalmente diferente, com foco em duas abordagens principais: a psicossomática [ciência interdisciplinar que integra especialidades da medicina  e da psicologia  para estudar os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo] e a espiritualidade [onde as doenças se formam, qual o papel da consciência no processo da doença].
Não se pode compreender o ser humano senão de forma integral. Hoje já é totalmente difundido que a doença caracteriza a falta do perfeito equilíbrio e da unidade plena do espírito e que o sintoma físico é a sua expressão. Tanto a psicologia quanto a medicina estão alcançando o fato de que não existe separação entre mente e corpo. A psicossomatização, portanto, pode ser empregada para qualquer tipo de sintoma: físico, emocional, psíquico ou comportamental. Psicossomática é “uma reação temporária provocada por um acontecimento muito forte na vida do indivíduo e que o tenha deixado em estado de choque, ao ponto do organismo preparar uma resposta orgânica simbólica, ou seja, adoecer. Essa resposta significa uma forma inconsciente de auto-proteção.” (dicionário informal ).  Aqui são formados os padrões e programas negativos que buscamos limpar, as memórias que ficam se repetindo no Unihipili.
Wilhelm Reich (psiquiatra e grande revolucionário da psicologia) afirmou em suas teorias que o soma (relativo a corpo humano) influencia a psique (alma, espírito), assim como a psique condiciona o soma. Entre outras coisas: a energia biológica governa tanto o psíquico quanto o somático. Há uma unidade fundamental.
O Dr. Deepak Chopra, famoso cardiologista que ensina seus pacientes a meditar, diz que: "Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles."
Louise Hay afirma categoricamente que “criamos as ‘doenças’ do nosso corpo. Ele, como tudo o mais na vida, é um reflexo dos nossos pensamentos e crenças interiores. O corpo está sempre falando conosco, só precisamos parar para ouvi-lo. Cada célula sua reage a cada pensamento que você tem e cada palavra que fala.”

Alguns significados de doenças que ela cita em seu livro ‘Você Pode Curar Sua vida’:
Dores de cabeça – resultam da falta de autovalorização. Na próxima vez em que você tiver uma dor de cabeça, pergunte-se em que acha que errou. Perdoe-se, deixe o erro ir e a dor de cabeça se dissolverá no nada, que é de onde ela veio. Enxaquecas são criadas por pessoas que querem ser perfeitas e criam muita pressão em torno de si. Há muito de raiva reprimida envolvida.
Estômago – o estômago digere todas as novas ideias e experiências que temos. O que seu estômago aceita e não aceita? O que lhe dá um nó no estômago? Quando temos perturbações no estômago, geralmente significa que não sabemos como assimilar a nova experiência. Sentimos medo dela.
Joelhos – como o pescoço, têm a ver com a flexibilidade e expressam o orgulho, o EGO e a teimosia. Muitas vezes, ao irmos em frente, ficamos com medo de sermos obrigados a nos dobrar. Desejamos mudar, mas não queremos modificar nossas atitudes. Isso leva à inflexibilidade e causa o enrijecimento das articulações. De todas as nossas juntas, a mais difícil de sarar quando atingida é o joelho, pois nele sempre há o envolvimento do EGO e do orgulho. Na próxima vez em que você tiver um problema no joelho, pergunte-se onde está sendo teimoso, onde está se recusando a dobrar. Abandone essa inflexibilidade. A vida é fluxo, é movimento e, para nos sentirmos bem, temos de ser flexíveis e nos movimentar com ela.
Pele – representa nossa individualidade. Problemas de pele geralmente significam que achamos que nossa individualidade está sendo ameaçada de alguma forma. Sentimos que outros têm poder sobre nós. Um dos modos mais rápidos de curar problemas de pele é se nutrir dizendo mentalmente centenas de vezes por dia: “Eu me aprovo”. Retome o seu próprio poder.
Acidentes – Não são acidentes. Como tudo mais em nossa vida, nós os criamos. Não é que digamos: “Quero sofrer um acidente”, mas o fato é que temos padrões de pensamento que podem atrair acidentes para nós. Há pessoas que parecem ter ‘tendência para acidentes’, enquanto outras passam a vida inteira sem nem mesmo um arranhão. Acidentes são expressões de raiva. Indicam frustrações represadas diante da sensação de não ter a liberdade de falar por si. Eles também indicam rebelião contra a autoridade. Ficamos tão furiosos que queremos atingir alguém e, em vez disso, nós é que somos atingidos. Em certas ocasiões, quando ficamos com raiva de nós mesmos, quando nos sentimos culpados, quando achamos que merecemos castigo, criamos um acidente, que é um modo formidável de lidar com tudo isso. Na aparência, fomos vítimas indefesas do destino, mas um acidente nos permite recebermos compaixão e atenção, termos nossos ferimentos tratados e ficarmos de cama, às vezes por um longo tempo. E mais, ganhamos a dor.
Excesso de peso – representa a necessidade de proteção. Procuramos proteção contra mágoas, desdém, crítica, maus-tratos e questões relacionadas à sexualidade, procuramos proteção por termos medo da vida tanto em geral como num aspecto específico. Em geral, mesmo pessoas que não têm tendência a gordura, quando estão se sentindo inseguras e pouco à vontade engordam alguns quilos. Quando a “ameaça” desaparece, o excesso de peso vai embora por si. Lutar contra a gordura é perda de tempo e energia. Dietas, quando se para de fazê-las, o peso sobe de novo. O melhor regime, portanto, é amar-se a aprovar-se, confiando no processo da vida e sentindo-se seguro por conhecer o poder da própria mente. Entre numa dieta que corta todos os pensamentos negativos e seu peso cuidará de si mesmo.
Dor – de qualquer tipo é indicação de culpa. A culpa sempre procura o castigo e o castigo cria a dor. Dores crônicas têm origem em culpas crônicas, às vezes tão profundamente sepultadas que nem temos mais consciência delas. A culpa é uma emoção completamente inútil. Nunca faz alguém se sentir bem nem muda uma situação. Sua “sentença” agora terminou, portanto deixe-se sair da prisão. Perdoar é tão somente abandonar, solar, deixar ir.
Rins – é indicação de que a pessoa está passando por qualquer tipo de crítica, desapontamento ou fracasso. Indica também vergonha. A pessoa está reagindo como uma criança. Problemas nos rins podem indicar medos, de qualquer ordem. Um novo padrão de pensamento pode ser: “A Divina Ação Certa está sempre acontecendo em minha vida. Só o bem vem de cada experiência. É seguro crescer.”

Finalizando, os sintomas podem variar a sua etiologia (o estudo das causas): aspectos cármicos, biológicos ou emocionais, mas conforme vemos, tratar somente do sintoma de qualquer doença, sem considerar o desequilíbrio que o originou, é nada mais nada menos que transferir para mais tarde a solução do problema, no caso aqui a doença no nível do corpo.
Na visão espiritualista, o campo de purificação mais apropriado e de maior possibilidade em ser atendido, é o utilizado pelo espírito - é a Consciência. E é por isso que o Ho’oponopono, bem como as tecnologias utilizadas pela Kabbalah funcionam.
É fato:
Pensamento cria!
Consciência é tudo!
Para mudar a realidade,  temos que mudar a nossa consciência!

Sinto muito por todas as memórias acumuladas ao longo do tempo!
Me perdoe, me perdoo por todas as memórias acumuladas ao longo do tempo!
Te amo, me amo incondicionalmente!
Agradeço por tudo em mim e na minha vida!
Queridas memórias eu amo vocês! Sou grato/a pela oportunidade de libertar vocês e à mim.

Paz do Eu!
Regina Tavares
Ho'oponopono é demais!



(Imagem: web)

6 comentários:

  1. Procuro colocar na minha vida todas as dicas e ensinamentos da Regina Tavares,Ela è excelente.Obrigada!Tania Reinoso

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    1. Grata pelo carinho e pela presença neste espaço, Tania. _/\_

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  2. Ola Regina
    Voce esta fazendo a diferença.
    Realmente temos que fazer a limpeza das nossas memorias.
    Se as coisas ruins aparecem na nossa frente la vem a nossa responsabilidade de limpar as memorias,
    Lembrando que não temos culpa,mas ela esta ai para limparmos se não quisermos que ela impregne nosso subconsciente .
    Repito tanto o sinto muito me perdoe que as x fico de lingua seca ,mas continuo e depois nos sentimos melhor,
    Abraços
    Peço um dia de todos os filhos fazerem hooponopono
    Célia Regina

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    1. =D Gratidão! Que bom que meu trabalho está sendo útil! Um carinhoso abraço!

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  3. Regina, Bom dia. Tenho visto e lido pela Internet uma certa confusão entre Ho´oponopono e a Oração do Perdão Huna. Enquanto a primeira é para curar o outro, a oração do perdão é a que pretende curar nossas memórias que consideramos negativas, transformando-as em pura Luz. Ho´oponopono tem sido confundida com a oração e também inserida como uma prática Huna. Um abraço.

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  4. Olá Jaime, primeiramente, grata por sua contribuição.
    Não encaramos nunca o Ho'oponopono como sendo uma ferramente para curar o outro. Nós não podemos curar ninguém além de nós mesmos. Nem mesmo terapeutas ou psicólogos têm esse poder. Assim, limpamos em nós mesmos, através do processo de cura do Ho'oponopono, o que nós sentimos a respeito do outro ou da situação fora de nós. Tem sido assim e as curas estão se manifestando assim. Um abraço na Paz do Eu _/\_

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