A Felicidade de uma Mente Livre

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Responsável, Eu???


É... isso mesmo... totalmente responsável! Por... nada mais nada menos do que TUDO. Bem, isso se você quer viver uma vida plena de alegrias e bênçãos.
Se queremos mudanças positivas de verdade em nossa vida e no planeta, temos  que enxergar as coisas, os fatos, as pessoas, as circunstâncias... tudo, como nós as percebemos dentro de nós. E a única forma de fazer isso é assumindo total responsabilidade pelo que estamos vivendo em cada momento considerado, porque o que estamos vivendo externamente é meramente um reflexo do que estamos vivendo internamente... em pensamentos e sentimentos. Várias filosofias e sabedorias espirituais batem nessa mesma tecla. Os físicos quânticos explanam extensamente sobre isso. Vejamos os princípios do Ho’oponopono a esse respeito.
Muitas vezes procuramos ‘lá fora’ a origem dos nossos problemas. Não nos damos conta de que a origem está sempre dentro de nós. Quando vivemos experiências com outras pessoas como problemas, a única coisa a fazer, se assumimos realmente total responsabilidade, é nos perguntar: “O  que está acontecendo dentro de mim  que está me levando a experimentar essa situação dessa forma?” O psicólogo PHd e expert no assunto, Dr. Len, afirma que “Ser 100% responsável é uma estrada difícil de viajar, porque o intelecto é insistente. Quando um problema nos aparece, o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar... O que estamos fazendo com o limpar do Ho’oponopono é colocando tudo de volta na sua ordem natural. Se estamos preparados para ser  100% responsáveis em primeiro lugar, e chegamos a 100% de paz com nós mesmos, tudo se alinha perfeitamente consigo mesmo e a Divindade”.
Responsabilidade, portanto, significa não colocar a culpa nem nas outras pessoas, nem nas circunstâncias. Significa não nos fazermos de vítima. Significa agir de forma proativa. “Eu sou o único responsável pelo que estou sentindo e, portanto, pelo que estou experimentando em cada momento. Eu criei isso que estou sentindo e só eu posso mudar o que sinto e tirar isso da minha vida.”  De acordo com o Ho’oponopono, o problema não está no outro (ainda que ele esteja ‘errado’), está em mim e, para mudar a situação (pra mim), eu é quem tenho que mudar. Isso faz muito sentido porque “Eu só posso mudar aquilo que é meu. O que é da outra pessoa, só ela pode mudar. Enquanto eu achar que o que estou sentindo é de responsabilidade da outra pessoa ou da situação que estou vivendo, minha vida e o que estou sentindo só mudam se a outra pessoa ou a situação mudarem.” E aí... eu fico ‘escravo’ da situação! O que compete a mim é simplesmente ‘escolher’ como vou me sentir a respeito da situação em questão.
Essa é a diferença entre ‘dor’ e ‘sofrimento’. Muitas vezes temos de fato razão para ficamos frustrados ou tristes, acontece um rompimento, ou a perda de alguém, um acidente de qualquer ordem, algum tipo de perda financeira, etc. Os budistas têm uma filosofia interessante, dizem que “a dor é inevitável, o sofrimento é uma escolha”. Isso também faz sentido, porque às vezes não temos como impedir determinados acontecimentos, mas ao permanecermos na dor que eles nos causaram, nós os transformamos em sofrimento. A consciência está em fazer escolhas diferentes... assumindo a responsabilidade de mudar o que sentimos e trazer paz à nossa mente e, consequentemente, à nossa vida.
É impressionante como, muitas vezes ficamos ‘rendidos’ numa determinada situação. Reféns de pensamentos e sentimentos negativos, permitindo que estes bloqueiem a conexão com nosso Eu mais sagrado e com a abundância do Universo em nossa direção. A situação nos controlando, nossos padrões se repetindo, se repetindo, se repetindo, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano... criando cascas ao redor do local mais sagrado em nós... o nosso coração. E tudo porque não interrompemos o mal-estar no instante exato em que ele acontece.
É fácil falar “Eu quero...” mas, e a responsabilidade de assumir a transformação necessária para chegar aonde queremos? Queremos mudanças, relacionamentos plenos, novos trabalhos, prosperidade, saúde, harmonia, alegria, oportunidades e, quando uma situação desafiadora aparece, apenas repetimos os padrões e programas instalados em nossas zonas de conforto. Temos que encarar o fato: ou deixamos tudo como está e continuamos repetindo, ‘reclamando’ e ‘julgando’... repetindo, ‘reclamando’ e ‘julgando’, repetindo... e obtendo os mesmos resultados... ou entendemos que somos totalmente responsáveis, assumimos isso 100% e fazemos algo diferente. Eis mais um princípio do Ho’oponopono: “O intelecto tem esta escolha: pode funcionar comandado pelos problemas, ou pode funcionar comandado pela Inspiração.”
Mas como nos libertar dos sentimentos e pensamentos que insistem em nos ‘perturbar’ e prender?
É aqui que entram os diversos tipos de ferramentas que podem ser utilizadas para nos devolver a paz interior: oração, decretos, música altruísta, canto, meditação, visualização de Nomes Sagrados, e... a prática da limpeza com o processo do Ho’oponopono. Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias em comum que compartilhamos com outras pessoas nas diversas situações vivenciadas no dia-a-dia. “Há algo em mim acontecendo que estou vivenciando as pessoas de um determinado modo e eu quero liberar essas coisas”. Ao soltar essas coisas, mudamos nosso mundo interno, promovemos a paz dentro de nós e isso, em contrapartida, faz com que o mundo inteiro mude. O Dr. Hew Len afirma que “Para fazer Ho'oponopono, você não precisa saber qual é propriamente o problema ou o erro. Só tem que se dar conta de que está tendo um problema, seja ele físico, mental, emocional ou qualquer outro. Tão logo o perceba, é sua responsabilidade começar imediatamente a limpeza, dizendo: “Sinto muito. Perdoe-me, por favor. Te amo. Sou grato/a”. De momento a momento, praticando o processo Ho’oponopono, estamos cancelando as memórias na nossa Mente Subconsciente ao dizer para o Divino: “Não sei por que estou vivenciando isso, mas se tenho um problema em comum com esta(s) pessoa(s), eu desejo reparar isso”.
Estamos recebendo diariamente oportunidades riquíssimas de fazer diferente, de criar Soluções em todas as áreas de nossas vidas. Só que essas oportunidades estão disfarçadas de ‘desafios’ e ‘desconfortos’ e, consciente ou inconscientemente, jogamos fora essas oportunidades repetindo padrões antigos, arraigados dentro de nós como raízes difíceis de arrancar.  Assumir responsabilidade é olhar para a nossa vida e não culpar quem quer que seja, não falar mal de quem quer que seja, não julgar quem quer que seja nem qualquer situação, não reclamar... isso é assumir total responsabilidade. É PARAR TUDO! Na hora exata em que qualquer desconforto se manifesta e fazer a limpeza dos padrões repetitivos, fazer DIFERENTE. “Sinto muito! Me perdoe! Te amo! Sou grato/a! Ininterruptamente, pelo tempo que for necessário. 15 minutos, uma hora, duas. Não importa o tempo... importa a paz que advém dessa prática. Ao sentir a paz entrar... a Inspiração vem quase que instantaneamente... trazendo Soluções. Não é fácil, exatamente porque envolve TOTAL RESPONSABILIDADE, mas é simples!
Da próxima vez que você se sentir mal ou desconfortável com alguém ou alguma situação, olhe pra dentro de si mesmo/a e veja se há algo pelo qual você não tem assumido responsabilidade em mudar. Tome uma decisão agora.  E veja o que acontece...
Queridas memórias, amo vocês! Sou grata pela oportunidade de libertar vocês e a mim!
Aloha!


Regina Tavares


Imagem: Web

5 comentários:

  1. Maravilha Regina!
    Vamos aos acordes finais que encaminham o homem à uma Consciência mais elvada. Como um violinista tem usado seu tempo e paciência, nós devemos também ir pé ante pé afinando as cordas mais sensíveis de nossa Alma. É isso mesmo Regina, somos totalmente responsáveis.
    Também sou um buscador... e ei de encontrar a consonância! Beijos do sempre amigo, Alexandre Inácio

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  2. Olá Regina!
    Conheci o processo o hoponopono através das suas mãos lá na Fraternidade Rosa da Vida.
    Na ocasião não estava preparada para vivenciar o processo. Agora sim, muitas coisas estão chegando e eu estou aberta a ser 100% responsável pela minha vida.
    Muito grata por compartilhar.

    Jamara Moura

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  3. Ótimo artigo, sou grata!

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